
Por Anne Dias, jornalista de finanças pessoais
Outro dia eu estava com meu filho Téo, de 3 anos, numa loja de brinquedos. Ele escolheu um monstro horrendo de R$ 20 e fomos ao caixa pagar. Saquei o cartão de crédito e entreguei para a moça.
- Mãe, o que é isso?
- É o dinheiro para pagar o monstro que você escolheu.
- Posso ver?
- Claro! – e entreguei o cartão.
Segundos depois, Téo me devolveu o dinheiro de plástico com essa:
- Que esquisito, a Jojô (babá) só usa um dinheiro cumprido e fedido!
Aproveitei a cena para explicar que aquele também era um tipo de dinheiro. Que a gente não pode sair da loja sem pagar e que presente é só para comemorar alguma coisa, como aniversário, Dia das Crianças ou Natal.
- E hoje, é o que, então?
- É a última vez que você ganha presente fora de hora, tá bem?
Ele não gostou muito e ficou olhando para o cartão. Cheirou, rodou no ar, passou na lÃngua, (credo, espero que não faça isso com o papel moeda!)
Moral da história: nunca é cedo para ensinar uma criança o que é o dinheiro, o valor das coisas e como gastar direito. Mas é preciso que ela dê a deixa, que ela se interesse pelo assunto antes de nós, os
pais, começarmos a falar loucamente.
Por coincidência, uns dias depois minha mãe deu um carro-cofre para o Téo. Obviamente que ele se interessou muito mais pelo carro do que pelo cofre. E, para animar a criança a poupar, a avó colocou umas moedinhas no cofrinho.
- Pô, vó, agora meu carrinho tá fazendo um barulhão!
- Téo, são as moedas. Se você for juntando bastante moeda aà dentro, logo vai poder comprar outro carro!
- Mas nem é meu aniversário, nem Dia das Crianças, nem Natal! Não vou poder comprar nada!
Eis que nasce um consumidor consciente.





